A temporada de 2013 da Fórmula 1 foi marcada por algumas despedidas. Felipe Massa se despediu da Ferrari - equipe pela qual pilotou durante oito anos -, Kimi Raikkonen deixou a Lotus, Mark Webber largou a RBR e a sua carreira na F-1 de cara pro vento, a Cosworth encerra sua participação no fornecimento de motores após se arrastar nos últimos anos e a F-1 deu adeus aos motores V8 aspirados.
Em contrapartida, 2014 será um ano de novidades para equipes, pilotos, fãs e para a F-1 de uma forma geral. Os motores turbo retornarão depois de 25 anos, agora somente com seis pistões, a aerodinâmica dos carros será modificada, Kimi Raikkonen retorna para a escuderia onde conquistou seu título mundial, o brasileiro Felipe Massa estréia pela equipe de Grove, dentre outras novas.
Com todos esses ingredientes, a temporada de 2014 promete ser bastante peculiar e devemos observar algumas situações que jamais poderíamos sonhar com o cenário de 2013. Isso faz com que a temporada que está por vir permita a redenção daqueles que estavam desacreditados nos últimos tempos.
Começando pela escuderia mais vencedora da história da F-1, a Ferrari tem a chance de ouro que pediu aos deuses do automobilismo para fazer frente à Red Bull. Com os motores turbo e as definições aerodinâmicas modificadas, a equipe de Maranello contratou sangue novo na parte técnica para colocar o cavallino rampante no páreo novamente, sem contar com o reforço do Iceman Kimi Raikkonen que retorna depois de quatro anos, mais experiente e mais veloz do que nunca.
Fernando Alonso é outro que procura sua redenção e com seu espírito de samurai vai tentar de tudo para conseguir o tricampeonato com o carrinho vermelho. Muito conhecido por sua raça e persistência, o Príncipe das Astúrias entra em 2014 com a faca nos dentes e sangue nos olhos para conseguir o que para ele virou questão de orgulho: ser campeão mundial com a Ferrari.
Lewis Hamilton é um dos principais pilotos do grid da F-1 na atualidade e assim como Fernando Alonso, o pai do Roscoe vai fazer o possível e o impossível para vencer o campeonato mundial novamente. Para isso, Hamilton vai contar com a experiência que adquiriu em 2013 no seu primeiro ano com a Mercedes e também com a estrutura da equipe alemã, principalmente em relação ao motor, que muitos dizem estar um passo à frente dos demais propulsores.
A Williams é uma das principais equipes da história da F-1 e junto com Ferrari e McLaren forma o que se chama de Big Three da Fórmula 1. O fato é que a equipe de Grove não disputa um campeonato digno há quase dez anos e enfrenta muitas dificuldades, inclusive financeiras, para figurar dentre as equipes do topo do campeonato mundial. Com algumas contratações para a área de engenharia e principalmente a contratação de Pat Symonds, a equipe inglesa espera dar um passo à frente, contando ainda com o fato de ter à disposição o motor Mercedes e também um novo piloto número 1, Felipe Massa.
Aliás, Felipe Massa talvez seja aquele que mais se enquadre nesse contexto de redenção. Depois de passar quatro anos sofrendo nas mãos de Fernando Alonso na Ferrari, o brasileiro tem a chance de provar novamente o seu valor como líder de uma grande equipe. A temporada de 2014 será marcada por muitas incertezas para Felipe Massa, principalmente por estar fazendo parte de uma equipe gigante que sempre enche a todos de expectativa na pré-temporada, mas que tem decepcionado e muito quando a competição se inicia pra valer. Estrutura a Williams tem, dinheiro nem tanto, mas o velho Frank sabe o caminho das pedras e o brasileiro que um dia já foi chamado de o Novo Senna não pode ter se esquecido de como se pilota um carro de F-1.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Piloto
Todo início é complicado. Assim como um jovem piloto entrando pela primeira vez em um cobiçado cockpit de um carro de F-1, eu começo esse blog com vontade de meter o pé na tábua e acelerar nas notícias envolvendo a maior categoria do automobilismo mundial.
Sendo assim, não vamos perder tempo e começaremos a falar sobre essa reta final da temporada 2014 da F-1. O título mundial está praticamente destinado àquele que pode ser tornar o terceiro piloto na história a conquistar um tetracampeonato consecutivo: Sebastian Vettel. O piloto alemão possui o carro mais equilibrado e competitivo do grid, aliás isso acontece desde o primeiro título conquistado por ele em 2010, mas não estou querendo tirar os méritos de Seb, que, a cada grande prêmio se mostra um piloto extremamente talentoso e consegue aliar duas características que só os grandes conseguem: velocidade e inteligência pra pilotar.
Dentre aqueles que estavam brigando pelo título com Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen está de malas prontas para seguir rumo à escuderia mais vencedora da história, a Ferrari, onde o Iceman conquistou seu único título mundial, em 2007, que também é o último título de piloto da equipe italiana. Com problemas financeiros, a Lotus não conseguiu convencer seu primeiro piloto a seguir liderando a equipe mais "descolada" da F-1. Analisando calmamente a situação, parece que os problemas realmente são graves pois o finlandês tinha tudo o que queria: a equipe toda trabalhando para ele, um carro competitivo principalmente no ritmo e no desgaste dos pneus e também o fato de não ter que participar dos compromissos publicitários que o Homem de Gelo acha um porre.
Fernando Alonso como sempre, foi muito destemido e batalhador pilotando um carro que parecia ser ótimo no início do campeonato mas que ao longo do ano foi ficando para trás e em algumas corridas demonstrava um bom ritmo, ou seja, tinha alguns lampejos. Duelando contra uma RBR que demonstrava ter excelente ritmo em praticamente todas as corridas, o espanhol agora aposta suas fichas na sua famosa sorte para tentar tirar o já quase garantido título de Sebastian Vettel. Parece impossível acreditar que o Príncipe das Astúrias ficará com o título desse ano, mas não é novidade pra ninguém que Don Alonso nasceu com o bumbum virado pra Lua.
Aquele que em minha humilde opinião, é o piloto mais destemido, arrojado e veloz do grid da F-1, Lewis Hamilton fez um campeonato de altos e baixos em 2013. Pela primeira vez pilotando fora de Woking, o britânico não teve problemas para se manter à frente de seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg, porém, Hamilton sofreu muito no início no campeonato com o desgaste dos pneus da sua Mercedes prateada e durante a temporada, com erros individuais que atrapalharam sua vida ao longo do campeonato.
Olhando para trás, realmente parece que nenhum desses pilotos tiveram condições e carro para derrotar a dupla imbatível RBR-Vettel.
Sendo assim, não vamos perder tempo e começaremos a falar sobre essa reta final da temporada 2014 da F-1. O título mundial está praticamente destinado àquele que pode ser tornar o terceiro piloto na história a conquistar um tetracampeonato consecutivo: Sebastian Vettel. O piloto alemão possui o carro mais equilibrado e competitivo do grid, aliás isso acontece desde o primeiro título conquistado por ele em 2010, mas não estou querendo tirar os méritos de Seb, que, a cada grande prêmio se mostra um piloto extremamente talentoso e consegue aliar duas características que só os grandes conseguem: velocidade e inteligência pra pilotar.
Dentre aqueles que estavam brigando pelo título com Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen está de malas prontas para seguir rumo à escuderia mais vencedora da história, a Ferrari, onde o Iceman conquistou seu único título mundial, em 2007, que também é o último título de piloto da equipe italiana. Com problemas financeiros, a Lotus não conseguiu convencer seu primeiro piloto a seguir liderando a equipe mais "descolada" da F-1. Analisando calmamente a situação, parece que os problemas realmente são graves pois o finlandês tinha tudo o que queria: a equipe toda trabalhando para ele, um carro competitivo principalmente no ritmo e no desgaste dos pneus e também o fato de não ter que participar dos compromissos publicitários que o Homem de Gelo acha um porre.
Fernando Alonso como sempre, foi muito destemido e batalhador pilotando um carro que parecia ser ótimo no início do campeonato mas que ao longo do ano foi ficando para trás e em algumas corridas demonstrava um bom ritmo, ou seja, tinha alguns lampejos. Duelando contra uma RBR que demonstrava ter excelente ritmo em praticamente todas as corridas, o espanhol agora aposta suas fichas na sua famosa sorte para tentar tirar o já quase garantido título de Sebastian Vettel. Parece impossível acreditar que o Príncipe das Astúrias ficará com o título desse ano, mas não é novidade pra ninguém que Don Alonso nasceu com o bumbum virado pra Lua.
Aquele que em minha humilde opinião, é o piloto mais destemido, arrojado e veloz do grid da F-1, Lewis Hamilton fez um campeonato de altos e baixos em 2013. Pela primeira vez pilotando fora de Woking, o britânico não teve problemas para se manter à frente de seu companheiro de equipe, o alemão Nico Rosberg, porém, Hamilton sofreu muito no início no campeonato com o desgaste dos pneus da sua Mercedes prateada e durante a temporada, com erros individuais que atrapalharam sua vida ao longo do campeonato.
Olhando para trás, realmente parece que nenhum desses pilotos tiveram condições e carro para derrotar a dupla imbatível RBR-Vettel.
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